Segundo um estudo recente, divulgado pelo Banco de Portugal, registaram-se aumentos superiores a 200% no valor mediano por metro quadrado nos preços de venda das habitações.
Os dados mais recentes mostram também que o preço médio da habitação atingiu os 3.142 euros por metro quadrado, representando uma subida de 10,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A tendência demonstra que comprar casa continua a exigir um investimento cada vez mais elevado, num mercado onde a valorização dos imóveis se mantém generalizada e sem sinais de abrandamento significativo.
A prestação da casa volta a subir para milhares de famílias com crédito à habitação indexado à Euribor. Depois de um período prolongado de descidas nas taxas de juro, iniciado em 2024, a tendência inverteu-se nos últimos meses, refletindo a evolução dos mercados financeiros e as expectativas em torno da política monetária do Banco Central Europeu em consequência de conflitos que se arrastam e que só interessam a minorias prejudicando maiorias.
O mercado de arrendamento acompanhou esta tendência de crescimento. Entre 2017 e 2024, o valor mediano das rendas por metro quadrado mais do que duplicou em 23 municípios do nosso País.
Assume, por tudo isso, maior importância, o papel que pode caber à Associação Mutualista Montepio Geral, no apoio aos seus Associados para resolução do problema habitacional.
Em 1 de janeiro deste ano, entraram em vigor novas Modalidades Mutualistas, com o intuito de criar novas Soluções, na sequência da Revisão do Regulamento de Benefícios, aprovado inicialmente pela Assembleia de Representantes em 5/9/2025.
Com base no Relatório e Contas de 2025 e no artigo da autoria de Diogo Cavaleiro publicado no Público de 5 de junho, o Montepio Geral dispõe de imóveis destinados a habitação, avaliados em cerca de 210 milhões de euros, ao qual se juntarão novos projetos “pipeline” (?!)e a promessa de investimento de 50 milhões anuais, ao longo deste mandato, no segmento habitacional.
É um princípio, mas desejar-se-ia que todos os processos e procedimentos pudessem ser mais rápidos e, que se saiba, neste momento, as novas modalidades ainda não estão acessíveis.
Haveria, certamente, que contrariar as demais burocracias de aprovação, mas, a criação de todos os suportes internos necessários para a operacionalização, deveriam e, atrevemo-nos a dizer, poderiam ter-se iniciado mais precocemente, pois, vai fazer um ano desde a aprovação e segundo a notícia, a Mutualista admite que isso possa acontecer durante este ano ou seja, não parece certo que aconteça e, pode ser… até ao final do ano.
Para muitos Associados, cada dia que passa, pode ser desesperante pelo que, fazendo eco de algumas dessas preocupações, apelamos à celeridade e à inovação, nomeadamente, através de parcerias com o setor cooperativo ou outras, relembrando a missão e os compromissos programáticos assumidos e as origens do que se encontra plasmado na placa ainda existente nas paredes exteriores do Edifício da Filial no PORTO, na Av. dos Aliados, inaugurada em 1930 em que pode ler-se, como princípio do Montepio Geral, Associação de Socorros Mútuos, fundada em 1840: “FACILIDADES E GARANTIAS PARA A RESOLUÇÃO DO PROBLEMA HABITACIONAL DOS SÓCIOS”



